Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Filipe La Féria

Ontem estava o grupo a conversar sobre os problemas do Teatro não ter o sucesso que tivera outrora quando de repente nos lembrámos de uma pessoa sobre a qual já deveriamos ter falado e que tem sido de uma extrema importância nas artes de representação em Portugal. Já todos devem saber de quem estamos a falar! Não?

Pois claro! Estamos a falar de Filipe La Féria, provavelmente o homem que mais contribuiu para a evolução do Teatro no nosso país!

 

Iniciou a sua actividade teatral, em 1963, como actor, no Teatro Nacional, com Amélia Rey Colaço, tendo estudado encenação em Londres, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Durante 16 anos foi director do Teatro da Casa da Comédia, onde encenou grandes peças, entre as quais, Faz tudo, faz tudo, faz tudo!, A paixão segundo Pier Paolo Pasolini, A Marquesa de Sade, Eva Péron, Savanah Bay, A Bela Portuguesa, Electra ou a Queda das Máscaras, Noites de Anto e A Ilha do Oriente, revelando autores simplesmente fantásticos como Marguerite Yourcenar, Marguerite Duras, Mishima, Agustina Bessa-Luís ou Mário Cláudio que, e infelizmente, a grande maioria da população portuguesa não conhece.

No início dos anos 90 reconstruiu e passou a dirigir o Teatro Politeama onde estreou, com texto seu, Maldita Cocaína, Jasmim ou o Sonho do Cinema, De Afonso Henriques a Mário Soares, Godspell e ainda Maria Callas, de Terrence McNally e Rosa Tatuada, de Tennessee Williams.

Foi premiado várias vezes pela crítica, pela Casa da Imprensa e pela Secretaria de Estado da Cultura. No décimo aniversário do 25 de Abril, a Associação Portuguesa de Críticos premiou-o como uma das personalidades que mais se destacaram no Teatro, uma decisão muitíssimo bem tomada, tendo em conta a qualidade de La Féria.

 

Mais recentemente, em 2000 escreveu, encenou e fez os cenários do músical Amália, que estreou no Teatro Politeama e que esteve durante 6 anos em cena e foi representado em Paris e outras importantes cidades Francesas e Suíças, ultrapassando os 16 milhões de espectadores. Sem dúvida, um GRANDE espectáculo! Em 2001 encenou A Casa do Lago, de Ernest Thompson, com brilhantes actores como Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho. Em 2002 encenou o famosíssimo musical de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe, My Fair Lady (Minha Linda Senhora), espectáculo galardoado com o Globo de Ouro para Melhor Espectáculo do Ano. As suas últimas produções foram A Rainha do Ferro Velho, de Garçon Kanin (2004), A Menina do Mar, da espectacular Sophia de Mello Breyner (2005), Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (2005), A Canção de Lisboa, baseado no filme de Cotinelli Telmo (2006), O Princepezinho a partir de Saint-Exupéry (2006) e Jesus Cristo Superstar (2007) que foi um sucesso no Porto, tendo sido a primeira produção no Teatro Rivoli depois da sua empresa (de Filipe La Féria), Bastirdores - Produções Artísticas Lda., ter ganho o concurso de concessão da exploração daquele espaço. Em 2008 passou para o Teatro Politeama em Lisboa. Em 2007 estreou, ainda, o musical Música no Coração, também no Teatro Rivoli.

Para este ano está já a preparar a peça "Violino no Telhado", que contará com a participação do famoso e talentoso actor José Raposo!

Música: Sound of Music
Publicado por osamigosdaanita às 11:57
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